Principais Candidatos à Eleição Presidencial 2018 do Brasil - Quem São e o Que Pensam

Principais Candidatos à Eleição Presidencial 2018 do Brasil - Quem São e o Que Pensam

Com o início da campanha presidencial e com cenário eleitoral ainda bastante indefinido, nós do Melhores Brokers decidimos dedicar um pouco do nosso espaço para ajudar você, eleitor e leitor do nosso site, a conhecer melhor os principais candidatos e suas propostas para a área econômica. Afinal das contas são 13 candidatos(as) concorrendo a presidência.

Confira abaixo a lista de candidatos(as) à Presidente por ordem alfabética:

  1. Alvaro Dias (Alvaro Fernandes Dias) (19) (PODE)
  2. Cabo Daciolo (BenevenutoDaciolo Fonseca dos Santos) (51) (PATRI)
  3. Ciro Gomes (Ciro Ferreira Gomes) (12) (PDT)
  4. Eymael (Jose Maria Eymael) (27) (DC)
  5. Geraldo Alckmin (Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho) (45) (PSDB)
  6. Guilherme Boulos (Guilherme Castro Boulos) (50) (PSOL)
  7. Henrique Meirelles (Henrique de Campos Meirelles) (15) (MDB)
  8. Jair Bolsonaro (Jair Messias Bolsonaro) (17) (PSL)
  9. João Amoêdo (João Dionisio Filgueira Barreto Amoedo) (30) (NOVO)
  10. João Goulart Filho (João Vicente Fontella Goulart) (54) (PPL)
  11. Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) (13) (PT)
  12. Marina Silva (Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima) (18) (REDE)
  13. Vera (Vera Lucia Pereira da Silva Salgado) (16) (PSTU)

Segundo o levantamento feito pelo instituto MDA, encomendado pela Confederação Nacional de Transportes, Lula lidera a preferência do eleitorado com 39% das intenções de votos, e seguido por Bolsonaro com 22%. A terceira colocada é Marina Silva com 8% das intenções de votos, seguida de Geraldo Alckmin com 6% e de Ciro Gomes com 5%. A partir destes dados, apresentaremos um pequeno perfil desses cinco candidatos e de suas propostas econômicas.

Lula

LulaApesar da indefinição da candidatura de Luís Inácio Lula da Silva, com sérios riscos de indeferimento ou impugnação, o ex-presidente lidera a corrida presidencial desde o início das pesquisas. Com respaldo internacional, seus militantes o vêm como um grande estadista e responsável pelos anos mais prósperos da história recente do país. Entretanto, seus opositores o acusam de ser o líder de uma organização criminosa que assaltou os cofres públicos e que veio a provocar a atual crise vivida no Brasil.

Para voltar ao poder em 2019, o partido dos trabalhadores aposta na imagem mítica do presidente que tirou o país do mapa da fome e que, mesmo condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ainda é capaz de tocar mentes e corações em todo o país. O plano econômico da candidatura petista passa pela reversão da recente adoção do teto de gastos e da reforma trabalhista, o incentivo ao crédito com juros acessíveis e a criação de novos empregos. Estes dois últimos pontos fazem parte das medidas econômicas “emergenciais” que darão base às medidas estruturais compostas, entre outras, por uma nova política macroeconômica menos volátil e de câmbio mais competitivo. O Petista também pretende recuperar o Pré-Sal e suspender a política de privatização de estatais que seriam estratégicas para o desenvolvimento do país. Uma verdadeira “reversão do legado Temer”.

Jair Bolsonaro

Jair BolsonaroO capitão da reserva do exército brasileiro Jair Bolsonaro, assim como Lula, é um personagem controverso. Chamado de “Mito” por seus seguidores e exaltado por suas declarações polêmicas, o deputado federal é réu na suprema corte por injúria e incitação ao estupro e é alvo de denuncias de mal-uso de dinheiro público, como no recente caso de sua assessora parlamentar.

Com um índice de rejeição maior do que o ex-presidente petista, o deputado carioca se candidata pela primeira vez a um cargo executivo. Assumidamente um não especialista em assuntos econômicos, o candidato do PSL delega a pilotagem do seu plano econômico ao liberal Paulo Guedes. Caso o candidato vença as eleições, Guedes deve ser o novo ministro da Fazenda, que em um eventual governo se chamará Ministério da Economia. Seria a primeira vez que o economista ocuparia um cargo no Poder Executivo. Ele defende uma agenda econômica liberal e afirma ter como prioridade a resolução da crise fiscal com corte de gastos, concessões e desmobilizações de ativos para o pagamento da dívida pública. O candidato promete realizar um programa de privatizações vendendo, por exemplo, parte do patrimônio da Petrobras e acabando com o seu monopólio da exploração do gás natural. O candidato também pretende simplificar os tributos e propor mudanças graduais nas aposentadorias.

Como deputado, Bolsonaro votou pelo congelamento dos gastos públicos durante os próximos 20 anos, portanto não menciona a revogação da medida tomada pelo Governo de Temer.

Marina Silva

Marina SilvaEm sua terceira tentativa de chegar ao Palácio do Planalto, a candidata pela Rede Sustentabilidade quer chegar a presidência propondo uma via alternativa. Em seu discurso de centro, a ex-senadora do Acre diz que não tem posição dogmática contra as privatizações, mas que a venda de ativos Estatais deve vir como parte de um plano de governo. Sendo assim, ela critica o plano de privatização da Eletrobras e descarta a possibilidade de privatização da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. Apesar de reconhecer a necessidade de reformar a Previdência, Marina se mostra contrária à proposta apresentada por Michel Temer, sem ainda apresentar um projeto concreto.

A candidata reforça a falta de legitimidade do governo atual e diz que a PEC do teto constitucional para os gastos da União é “irracional” e que a reforma trabalhista é “inadmissível” para o trabalhador. Ela defende também que o gasto público deve corresponder à metade do crescimento do PIB, considerando a inflação. Quanto ao Banco Central, Marina se mostra contrária à autonomia formal, mas afirma ser preciso dar independência à autoridade monetária. Ela afirma que as promessas de redução de carga de impostos são “demagógicas”, mas que o seu governo combateria o seu impacto sobre os mais pobres.

Geraldo Alckmin

Geraldo AlckminGeraldo Alckmim, ex-governador do estado de São Paulo, é o candidato que mais se alinha ao governo de Michel Temer. Candidato do PSDB, apoiado pelo Centrão e investigado na Lava Jato por recebimento de propina, Alckmin defende um estado “planejador, regulador e fiscalizador” sem que isso tome o lugar do setor privado, cuja importância é grande em seu programa de governo. Ele exclui, entretanto, a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa. O seu programa econômico promete zerar o déficit primário até 2020 reduzindo o tamanho do Estado, atraindo capital externo e simplificando a carga tributaria sem atacar no bolso das camadas mais ricas da população. Com um programa de governo genérico e sucinto, Alckmim não pretende revogar ao teto de gastos nem a Reforma Trabalhista, duas das ações mais contestadas do governo de Michel Temer.

 

 

Ciro Gomes

Ciro GomesCandidato do PDT, Ciro Gomes é um advogado e político de longa trajetória. Ex-prefeito de Fortaleza, Ex-governador do Ceará, Ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco e Ministro da Integração Nacional no governo Lula, Ciro Gomes é um candidato de centro-esquerda livre de suspeitas de corrupção.

Ele apoia um Estado que atue fortemente no desenvolvimento econômico do país, cortando privilégios fiscais e taxando heranças, lucros e dividendos. Ciro é contra a privatização da Eletrobras e da Petrobras, apesar de não ser contrário à política de privatizações em âmbito geral. Uma de suas declarações prevê um plebiscito para a manutenção ou revogação da recente reforma trabalhista. Ele também promete revogar ao teto estabelecido para os gastos público de Temer, se referindo a medida como uma “estupidez impraticável”.

O seu plano de governo prevê a revisão de toda a agenda de despesas do governo, a redução e a simplificação dos impostos para a população e uma reforma monetária, onde a taxa de juros será reduzida, a fim de estimular o crescimento interno.

Além dos candidatos citados nesse artigo, vale mencionar ainda outros quatros com certa representatividade no cenário nacional. Estes são: Álvaro Dias do Podemos, alinhado com a chamada « República de Curitiba », Henrique Meireles do MDB, Ex-presidente do Banco central no governo Lula e ex-ministro da Fazenda do Governo Temer, João Amoedo do NOVO, cujo discurso se alinha ao mercado econômico e a redução do Estado, e finalmente Guilherme Boulos do PSOL, líder do movimento dos trabalhadores sem teto e o mais esquerdista dos presenciáveis.

Nós incentivamos fortemente nossos leitores à acessarem os planos de governo de cada candidato para um maior conhecimento de suas as propostas.

Última Atualização em 24/08/18

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