Diversificação dos seus investimentos – guia passo a passo

Diversificação dos seus investimentos – guia passo a passo

Você já ouviu falar em diversificação de investimentos? Se sim, você sabe o que isso quer dizer?

Ao invés de apostar todas as suas moedas numa mesma empresa, por exemplo, você divide o seu dinheiro entre alguns investimentos distintos. A diversificação serve para te proteger do grande risco de apostar tudo em um lugar só e acabar se dando mal, caso este único ativo venha a perder valor. Outro ponto positivo da diversificação é que ela te deixa menos exposto às instabilidade do mercado.

Esse guia vai te dar um passo a passo de como diversificar a sua carteira de investimentos.

Entenda e varie os mercados

Antes de variar os mercado e investir de maneira diversificada é importante saber quais são estes mercados. Você pode investir em ações, obrigações, fundos imobiliários (de renda, compra e venda, desenvolvimento, etc) ou então em ETF. O investimento em fundos de índice, por exemplo, é uma boa pista para diversificar a sua carteira. Eles oferecem uma larga exposição em determinado setor do mercado por um preço atrativo e também ultrapassam os fundos gerenciados de forma ativa e a longo termo. Tudo isso porquê os fundos de índice  não tentam ultrapassar o preço de mercado, mas apenas se igualar em termos de rendimento. Ou seja, é possível investir em mercados como os de matérias primas ou de obrigações altamente rentáveis a través dos ETF ou de fundos ativos.

Divisão de ativos

A maneira como você investe o seu dinheiro deve corresponder com as suas contas, com a duração do investimento e com a sua capacidade de lidar com os altos e baixos do mercado. A divisão de ativos é simplesmente a maneira que você escolhe para organizar o seu dinheiro entre ações, obrigações e liquidez. Você pode, a titulo ilustrativo, ter 50% em ações, 40% em obrigações e 10% em dinheiro liquido.

Uma quantia imensa de investimentos não equivale a uma carteira variada. Para mirar a diversificação, nada melhor do que ter diversos tipos de investimentos: ações, obrigações, fundos imobiliários, títulos internacionais e liquidez. Cada um deles tem uma característica bem precisa. Mais ações significa uma maior evolução na sua carteira, as obrigações geram renda, o fundo imobiliário te protege contra a inflação, os títulos internacionais impulsionam o seu crescimento e mantem o status quo financeiro do mercado global. Já a liquidez é o porto seguro que trará garantia e equilíbrio para o seu bolso.

Criação da carteira

A diversificação da carteira não para por ai. Quando você decidir comprar uma ação, saiba que você estará apenas abrindo uma nova “pasta” onde devem entrar outras ações. Ter varias ações diferentes te protege de eventuais dificuldades financeiras da parte das empresas cujas partes você comprou. E os fatores a serem considerados na compra diversificada de ações são vários: os diferentes setores de industrias, os tamanhos das empresas, a localização, se as ações estão valorizadas ou desvalorizadas, etc.

Uma coisa a ser considerada são as taxas de compras das ações. Compradas individualmente, elas vão sempre vir com suas taxas que, acumuladas, pode representar uma grande soma. Os fundos ativos ou passivos acabam sendo mais rentáveis neste sentido. Além disso, as gestões mais simples e baratas são geralmente as gestões passivas de ETFs.

Os fundos unem a soma do investimento de vários particulares na intenção de comprar ações, obrigações, títulos internacionais, entre outros. Com o fundo de índice, por exemplo, você compra uma parte do fundo que comprou todas as ações de um índice particular, como é o caso do S&P500. Dentro da categoria de fundo de índice estão os obrigatórios, os fundos de índices imobiliários e os fundos do mercado monetário.

Siga o mestre

Se você não sabe por onde começar, uma boa dica é seguir o exemplo de carteiras conhecidas, como a “All Weather Portfolio” do Ray Dalio ou a “Permanent Portfolio” do Harry Browne. Estas não são as únicas. Existem várias, todas com pontos positivos e negativos.

A All Weather tem como objetivo atuar em diversos setores da economia. Ela é tem 55 % de obrigações americanas, 30 % de ações do mesmo pais e 15 % de ouro e outras matérias primas.

Já a permanent portfolio do Harry Browne é mais simples. Ela propõe 25 % da bolsa americana, 25% de obrigações a longo termo, 25% de ouro e 25% de liquidez.

Tanto a primeira carteira como a segunda foram criadas para renderem uma boa performance em diversos cenários econômicos. Browne deu o nome de “permanente” para a sua carteira porque, segundo as suas palavras, “uma vez que ela foi criada, você não precisara reorganizar a composição dos investimentos, mesmo se as perspectivas de futuro mudarem”. Com esta carteira, você precisará fazer um novo balanço apenas a cada 3 ou 6 meses para retirar 25% de cada segmento.

Encontrar o equilíbrio perfeito é sempre uma tarefa complexa. Sabemos que diversificar a carteira é fundamental para reduzir riscos mas a diversificação não deve ser feita ao extremo, senão você poderá acabar perdendo a chance de faturar em cima de ações com ótimas performances. A chave do sucesso está em encontrar o meio termo perfeito entre a diminuição de riscos da diversificação e a busca por altas performances.

Última Atualização em 02/07/21

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