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Preço do barril do petróleo dispara

Preço do barril do petróleo dispara

A escalada do preço do petróleo

O Petróleo Brent está fechando a semana acima  dos $85 dólares o barril. Depois de ultrapassar o valor de $80 dólares na segunda-feira da semana passada (11), o que não ocorria desde agosto de 2018, o preço do barril do petróleo continua sua escalada, o que tem deixado muita gente se perguntando o que está por trás desse aumento contínuo no preço da commodity.

Vale lembrar que o Petróleo Brent é uma das variáveis usadas pela Petrobras na definição do preço dos combustíveis no Brasil. Isso significa que com o preço do Brent continuando em forte escalada, o preço do combustível no Brasil tende também a continuar subindo nos próximos meses.

Mas o que estaria pressionando o preço do petróleo ao ponto da valorização no ano já ter ultrapassado os 85%, uma vez que o barril iniciou o ano cotado a $46 dólares?

Principais causas do aumento do preço do barril

Em primeiro lugar, cabe salientar que a pandemia da COVID-19 obrigou governos do mundo inteiro a adotar medidas restritivas quanto à circulação de pessoas. Isso fez com que houvesse uma significativa redução no consumo de combustíveis, o que provocou uma queda acentuada no preço do barril do petróleo.

Diante disso, a retomada da economia em vários países, por conta do avanço da vacinação, naturalmente faria com que os preços voltassem a níveis pré- pandemia, uma vez que o aumento da demanda faz com que a produção também seja aumentada.

Porém, o aumento da oferta não está na mesma proporção do aumento da demanda, já que os países integrantes da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) se reúnem mensalmente para discutir a situação do mercado e decidir quanto ao aumento ou redução da produção. E as decisões têm sido pela manutenção da produção em um nível intermediário.

Na mesma esteira, os produtores americanos também resolveram manter a produção em níveis baixos, o que historicamente contraria a posição americana diante do aumento da demanda.

Outro fator que explica essa escalada é a crise energética em boa parte da Europa. Essa crise é causada, principalmente, pelo aumento substancial do gás natural, que é uma fonte importante de energia para os europeus. Os reservatórios dessa commodity caíram a níveis alarmantes, o que provocou aumento de até 350% no seu preço.

Com isso, o petróleo se tornou  uma importante alternativa de geração de energia para aquele continente. Naturalmente, como já foi dito anteriormente, quando há um aumento de demanda,  os preços tendem a subir. E é exatamente o que tem ocorrido. Essa tendência deve se confirmar ainda mais, pela previsão de um inverno mais rigoroso para o continente europeu.

E o que esperar para os próximos meses

E segundo as previsões de analistas do banco de investimentos Goldman Sachs, a tendência é que os preços continuem a subir nos próximos meses, atingindo a cotação de $90 dólares até o fim do ano.

Essas previsões levam em conta as constantes decisões da OPEP de manter o nível de produção moderado e, principalmente, o nível baixo de produção diária das plataformas dos Estados Unidos , contrariando as expectativas que eram de um aumento significativo na produção americana.

Outra autoridade que fez uma previsão pessimista para os próximos meses foi o presidente russo Wladimir Putin. O líder russo, avalia que o preço do barril pode superar a barreira dos $100 dólares. Segundo ele, isso pode acontecer devido à forte demanda chinesa por petróleo.

A escalada do preço dos combustíveis no Brasil

Como já foi dito, o Petróleo Brent influencia fortemente o preço dos combustíveis no Brasil. Isso porque há uma equiparação dos preços do barril do petróleo no Brasil e os preços do mercado internacional (Petróleo Brent).

Com isso, é quase unanimidade entre os analistas que o preço dos combustíveis no Brasil continuará em alta pelos próximos meses.

Segundo analistas da XP Investimentos, a gasolina deve fechar o ano com alta de 33%, enquanto o diesel deve encerrar 2021 com alta de 29%. Para o ano que vem, a previsão é que a gasolina suba 6% e o diesel, 5,9%.

Obviamente, a alta dos combustíveis influencia fortemente o preço de itens essenciais, já que há uma forte dependência do transporte rodoviário para que esses itens cheguem ao comércio varejista. E esse tem sido um dos motivos para o aumento da inflação, que afeta a vida de toda a população.

Última Atualização em 25/10/21

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